Sepulcro

Título: Sepulcro | Autor: Kate Mosse | Editora: Suma | Gênero: Ficção, Romance, Histórico | Páginas: 600 páginas | Ano de publicação: 2009 | Nota: 4,5 / 5,0


Este é o livro dois da Trilogia Languedoc da autora Kate Mosse. Caso queira saber mais sobre o livro um, deixo com você o link da nossa resenha do livro Labirinto.


Paris, 1891. Somos apresentados a Léoni Vernie, uma jovem que quer mostrar à família e ao mundo que não é mais uma criança, e sim, uma mulher forte e decidida. Acontecimentos em sua família levam ela e o irmão a visitar uma tia viúva no interior do país numa propriedade que muitos da cidade consideram amaldiçoada. Dizem as línguas pequenas que o falecido marido da tia libertou uma entidade maligna na propriedade e que desde então tudo que havia ali era destruição e morte. Deixando o folclore de lado, Léoni descobre que a propriedade de fato esconde um segredo, e num livro antigo ela encontra a localização de um sepulcro e a descrição de um tarot, o Tarot de Bousquet, que está perdido há muito tempo. Movida pela curiosidade, Léoni busca desvendar os mistérios da propriedade e do sepulcro, nunca imaginando ela que sua aventura traria mais lágrimas que risos.

Paris, 2007. Meredith Martin é uma escritora que está fazendo uma pesquisa sobre a vida de Claude Debussy para uma biografia. Sua pesquisa a leva a Paris. Meredith aproveita o pretexto desta pesquisa para procurar informações sobre si mesma e sua família. De Paris ela vai parar em uma cidade do interior da França chamada Rennes-le-Bains. Um baralho de tarot e algumas lembranças antigas clamam pela sua presença em uma certa propriedade há muito deixada de lado, e um sepulcro não muito confiável. Só agora a história do passado e do presente podem ter descaso e paz.

Neste livro dois da trilogia Languedoc, Kate Mosse utiliza mais uma vez da sua metodologia de apresentar duas protagonistas femininas e tempos distintos. Léoni é uma coquete com todo o direito que se tem ao se viver na Paris de 1891. Uma garota muito jovem, beirando os 17-18 anos, que para a sociedade daquela época era uma jovem moça com muito a provar, mas que deveria se casar. Acima de tudo, Léoni era independente e queria viver sua própria vida como bem quisesse. Ainda consigo ouvir a música e sentir o ar dos salões de dança que a personagem frequentava antes de ir para casa da tia.

Já Meredith é uma mulher contemporânea, independente e sem ter nada o que provar a ninguém. Sua busca a leva a vários lugares pelo mundo, e o mais incrível deles é a sala de consulta de uma cartomante quando ela lhe mostra o tarot. É uma das partes mais mágicas do livro, no sentido literal da palavra. Apesar de tudo, acho Meredith um tanto quanto assustada, talvez pelo teor sobrenatural que sua vida acaba seguindo com o andar do livro. Léoni me pareceu mais valente.

Seja no passado ou no “presente”, Kate Mosse acerta mais uma vez ao nos presentear com heroínas que são protagonistas e ainda assim passíveis de quedas, para assim levantar ainda mais fortes e focadas nos seus objetivos. Há quem não goste do teor descritivo de Mosse quanto ao cenário e ache moroso, mas de minha opinião, essa descrição é necessária para você se sentir na cidade, na casa da família Vernie ou até mesmo no sepulcro. A trilogia Languedoc conta com um livro três, chamado Cidadel, que não foi traduzido para o português.

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