Animais e suas influências fantásticas

Todos já ouvimos expressões do tipo “leal como um cão”; “esperto como uma raposa”; “forte como um touro”… No xamanismo essa associação das qualidades é representada nos “totens”. Forças da natureza que acompanham cada pessoa, normalmente, na forma de algum Animal.

Na trilogia Fronteiras do Universo essa ideia é explorada com os dimons. Na história Philip Pullman, as almas dos humanos ficam fora do corpo e, quando crianças, têm liberdade para mudar de um animal para outro com naturalidade e, no fim da infância — por volta dos 12 anos —, o dimon fixa na forma que melhor reflete a personalidade da pessoa. Na história, ainda existe a raça dos ursos-polares falantes que não possuem dimons, no entanto, por serem um povo guerreiro, as almas são suas armaduras.

Essa é uma maneira direta de trabalhar os arquétipos animais, mas essa representação pode ser algo discreto tipo um brasão como nas casas de Hogwarts. O leão da Grifinória simboliza as virtudes da coragem e determinação. O corvo da Corvinal representa aspectos da mente, como inteligência e criatividade. O texugo da Lufa-lufa valoriza a lealdade e dedicação. A serpente da Sonserina é a astúcia e ambição.

Os emblemas de famílias, equipes esportivas, instituição de ensino, empresas ou de qualquer grupo que se forme e sinta a necessidade de criar sua própria marca, não possuem, necessariamente um animal como símbolo, mesmo assim, eles são muito comuns na heráldica.

Alguns personagens possuem a habilidade — intencional ou não — de se transformarem em alguma criatura. Enquanto alguns têm apenas um animal para se transformarem, pois são seus espíritos materializados, os druidas conseguem assumir formas variadas, pois estão em maior sintonia com toda a natureza. Os lobisomens, no entanto, sofrem com a maldição que externa a lado selvagem e indomável. Fora de equilíbrio.

Algumas vezes a transformação não é reversível e, enquanto se mantém a consciência humana, ainda há a esperança de retornar à forma original. Como acontece com a mãe da Merida em Valente. O que é mais assustador é a ideia de se tornar um animal por completo, não apenas na aparência, mas também na mente. Diferente do que acontece nas fábulas com a humanização dos animais, nesse caso ocorre a desumanização das pessoas. Outro exemplo é Gregório Samsa, em Metamorfose que, sem explicação, acorda transformado em um barata. Durante algum tempo a família ainda o reconhece como filho e irmão, mas, no fim, ficam aliviados por se livrarem do inseto.

Quando os animais são um inimigo a ser vencido, é uma superação ou conquista a ser alcançada. Simbolizando uma deficiência do herói em determinado ponto. Após o combate a energia que a criatura representa foi “dominada” ou “extinta”, podendo tornar-se um aliado ou fornecer algo (o sangue para fortalecer a alma, a pele para usar como armadura, a garra para cortar o tecido mágico… ou o cristal/tesouro/princesa/cidade que estava guardando). Mas, mesmo com vitória em batalha o personagem pode ser possuído pelo “espírito negativo”, como a ganância do dragão.

E também há os casos em que são encontrados já como companheiros que fornecem algo referente ao seu simbolismo. O cavalo, por exemplo, é o movimento. A força motora que não apenas transporta a pessoa, mas também faz a vida/história andar para frente.


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