Sétimo Dia

Título: Sétimo Dia / Autor: Alexandre Ribeiro / Editora: Letramento / Gênero: romance, literatura & ficção brasileira / Páginas: 114 / Ano: 2018 / Nota: 4,0/5,0


“Sétimo Dia” é o primeiro livro de Alexandre Ribeiro. Bem diferente da maioria das obras que leio, trata-se de uma singela ficção sobre o dia-a-dia de dois personagens na capital de Minas Gerais.

Ao contrário da divisão por capítulo, aqui a estória é dividida em dias, do primeiro ao sétimo dia, de forma não-linear. A narração é feita em terceira pessoa, ora com foco no cotidiano de Carlos, ora com foco em Isadora; porém, o grande protagonista aqui é a vida e as surpresas que dela advém.

“Em o Sétimo Dia, romance de estreia de Alexandre Ribeiro, o leitor é apresentado à vida prosaica de Carlos Peixoto, um homem recluso em seu apartamento no Edifício Maletta, que vive os problemas comuns do novo adolescente de 30 anos. Com um passado marcado por uma mãe ausente e um pai que jamais conheceu, recebe uma intrigante mensagem que o leva a buscar por uma história preterida.

Transitando em uma Belo Horizonte underground, Carlos conhece Isadora, que o ajuda a resgatar o passado rumo a novos horizontes.”

Peixoto é um rapaz antissocial e de mentalidade deveras sarcástica; leva uma vida monótona, sobrevivendo às custas de uma pensão. Não tem mãe, pai, amigos… apenas um gato chamado Faísca, e uma lanchonete a qual se dirige com frequência. Nessa lanchonete ele conhece Isadora, a atendente, uma garota desinibida e cheia de coragem.

Num certo dia Carlos recebe uma ligação enigmática. Ele fica perturbado, e enquanto pensa no assunto, seu relacionamento com Isadora desenvolve-se despretensiosamente. Carlos passa a notar nuances físicas e comportamentais de Isa, e é levado com mais frequência para fora de seu apartamento. É como se Isadora fosse um guia para ele, e juntos vão fazer loucuras que Carlos jamais imaginou, a exemplo de se candidatar a uma orquestra, o que Peixoto não lembrava ter feito, pois sua vida agitada com Isa acentuou seu problema de esquecimento diante o alcoolismo.

“Só o que importava é que ele continuava em pé, tocando, dançando, sendo conduzido por uma melodia sem fim, porque era assim que ele imaginava que a existência deveria ser, uma música improvisada, sem lamentos, sem choro, uma harmonia eterna com o inequívoco.”

Uma coisa bem legal desse livro é o destaque que Alexandre dá os animais domésticos: Faísca, o gato de Carlos, e Dougie, o cão de Isadora. O autor tem também um ótimo senso de humor, identifiquei-me em diversos momentos. Para os moradores e amantes de BH, tem até uma piada com a Rua Amendoim, até porque a obra tem a cidade de BH como seu palco.

“Ainda hoje, ela não conseguiu entender como exatamente Deus jogava os dados, mas ela desconfiava de embriaguez divina.”

Acredito que, apesar de ser um livro curto, ele foi feito para se ler como propõe sua divisão: um pouco a cada dia. Recomendado ao público juvenil e adulto, é uma leitura leve e fluida, com linguagem agradável, e gostosa de experimentar aos poucos.

Será que Carlos descobrirá o sentido da vida? Adquira seu exemplar no site da editora e descubra!


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3 comentários Adicione o seu

  1. Angela Maria Borges Ribeiro disse:

    Adorei o livro. .fantástico. .e bem diferente

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  2. Meire Eloisa Coutinho Pereira disse:

    Muito bom o comentário do Blog que nos instiga a ler o livro de Alexandre Ribeiro com muito gosto.

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  3. Francisco Raposo disse:

    Excelente e muito agradável a leitura de Sétimo Dia. “Adorei”

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