Personalidade e Comportamento: O que define quem somos?

Uma informação óbvia: Pessoas diferentes pensam e agem de maneiras diferentes.

Mas o que causa a diversidade de opiniões? Por que, até dentro da mesma casa, encontramos pessoas tão diferentes, enquanto outras que nunca se viram têm grande afinidade?  E o que isso causa, de bom e ruim, na sociedade?

Para entender o comportamento humano, as psicólogas Katharine Cook Briggs e Isabel Briggs Myers, através de estudos sobre as preferências pessoais, desenvolveram o que ficou conhecido como Tipologia Myers-Briggs, na qual elas definiram dezesseis tipos de personalidades, organizadas em quatro grupos.

Nessa pesquisa, foram considerados quatro pares de características sociais: Introvertido/Extrovertido; Intuitivo/Observador; Racional/Sentimental e Julgador/Perceptivo. De acordo com a combinação dos aspectos que mais se destacam em cada pessoa é possível determinar a personalidade e a qual grupo pertence:


Analistas — Intuitivos e Racionais — Essas características tornam os Analistas ótimos pensadores estratégicos, mas o que também causa dificuldades quando se trata de buscas sociais.

Diplomatas — Intuitivos e Sentimentais — São acolhedores, empáticos e influentes, mas também causa problemas quando há a necessidade de confiar exclusivamente na racionalidade ou tomar decisões difíceis.

Sentinelas — Observadores e Julgadores — Esses tipos de personalidade seguem um plano e não fogem de tarefas difíceis. Porém, também podem ser inflexíveis e relutantes em aceitar diferentes pontos de vista.

Exploradores — Observadores e Perceptivos — São práticos e utilitaristas, se destacando em situações que requerem reações rápidas, porém, suas características também podem impulsioná-los a assumir empreendimentos arriscados*.

É possível fazer o teste para descobrir qual a sua personalidade e grupo.


As Casas de Hogwarts são exemplos de como é possível aplicar esses conceitos na ficção. Os estudantes da escola de magia têm suas próprias personalidades e, ao mesmo tempo, fazem parte de grupos que compartilham pensamentos, cultura e valores parecidos com os seus. Mas, por mais semelhantes que forem, sempre encontramos conflitos de ideias.

Generalizar o comportamento é o mais comum quando não há necessidade de aprofundamento das questões pessoais de cada indivíduo. No entanto, a generalização é baseada no conhecimento raso e estereotipado, resumindo todas as pessoas de uma sociedade a uma identidade única, como se fossem iguais em tudo, desde as experiências de vida, interesses e pretensões.  

De qualquer forma, não é errado dizer que existem comportamentos individuais e de grupo. Quando estamos inseridos em uma multidão perdemos nossa individualidade e passamos a agir coletivamente. Nesses casos, deixamos de ser indivíduos e, ocultos pelo anonimato, nos tornamos parte da massa de pessoas.

Como exemplo, é possível descrever a ação e motivação de um guerreiro atacando sozinho, no entanto, na guerra enxergamos apenas as ações dos exércitos e as motivações dos governantes que, teoricamente, refletem os interesses de toda a nação.

É comum entre os jovens aqueles que demoram para definir sua individualidade e, na falta de uma identidade pessoal, procuram nos grupos uma referência de comportamento. Por isso, muitas vezes tomam certas atitudes apenas para serem aceitos.

De acordo com o psicanalista Sigmund Freud, a personalidade do ser humano (Ego) está no equilíbrio entre os impulsos primitivos (Id) e as imposições morais da sociedade (Superego). Em resumo, vivemos em conflito entre o que queremos e o que podemos fazer. À medida que temos nossas próprias experiências e tomamos decisões, vamos, aos poucos, amadurecendo e definindo quem somos.

Para conhecermos os personagens — ou qualquer pessoa —, a maneira mais eficaz e interessante é através de suas ações, ou a falta delas. Mostrar que o herói arrisca a própria vida para salvar os outros é mais válido do que, simplesmente, dizer que ele é altruísta. Esse recurso na escrita é, também, mais natural e orgânico do que interromper o ritmo da história para fazer a descrição de algo.

Isso porque, a personalidade é refletida no comportamento de cada um, assim como suas tendências para o bem, o mal ou neutralidade — usando a linguagem de RPG. Combinando tais conceitos damos profundidade a nossa criação e somos capazes de nos orientar no desenvolvimento da história, sabendo quais as ações mais prováveis dos personagens em determinadas situações.

De maneira geral, deve-se manter a coerência, no entanto, mesmo uma pessoa calma pode ser agressiva quando chega ao limite da paciência ou, simplesmente, acorda de mau humor. Assim como um sujeito honesto pode sucumbir à tentação para conseguir alguma vantagem. Ou alguém que sempre toma decisões racionalmente pode agir de maneira impulsiva, guiado pelas emoções.

E vice-versa para todos os casos.

Para finalizar, vale lembrar que estamos em constante mudança e a personalidade pode acompanhar esse processo. Não seria errado alguém começar a história sendo tímido e, depois de ganhar confiança em si mesmo, tornar-se um exemplo de sociabilidade.

As mudanças de comportamento podem acontecer de maneira repentina, causadas por traumas, ou lentamente em processo natural ou planejado. “Eu nem te reconheço mais…”, “Como você mudou…”, “Você não era assim…” são comentários comuns e consequências do desenvolvimento pessoal.

* fonte: 16personalities.com/br

Assinatura_Crônicas - Henrique Duarte-10

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