A Chave dos Mundos – A Torre de Phart Halor

Título: A Torre de Phart Halor | Coleção: A Chave dos Mundos | Autor: Zeca Machado | Editora: Althea Editota | Gênero: fantasia | Páginas: 398 | Ano de publicação: 2014 | Nota: 4,0/5,0


Esses dias, enquanto lia “A Chave dos Mundos” pensei: nossa, Brasil também produz aventuras fantásticas! E esse pensamento me deixou bem feliz. Então comecei a relembrar das minhas referências de literatura fantástica, puxei um pouquinho pro medieval e cheguei a conclusão que nós escrevemos muito bem nesse gênero. Brasileiro é criativo não tem pra onde correr.

Em “A Chave dos Mundos” somos apresentados a um mundo medieval e cheio de magia que está à beira de uma crise. Talvez a maior parte dos seus moradores não sinta a sombra de avolumando no horizonte, mas os deuses nunca deixam os seres, principalmente os humanos, desamparados. Nesse contexto, o autor nos apresenta um casal sem filhos, ansiosos por tê-los, mas sem nunca conseguir. Um dia, abençoados pela Mãe Terra, a mulher concebe e numa noite fria de inverno ela dá à luz a gêmeas. Fazendeiros, eles viviam isolados na sua fazenda e graças ao inverno demoram para ir até a cidade próxima. Quando finalmente conseguem ir, eis que tem uma surpresa desagradável ao ver a cidade destruída pelo famigerado Exército Negro.

Ouvindo de um amigo sobrevivente que o exército estava em busca de uma bebê, e tendo a família consigo duas, eles fogem e se escondem. Tudo fica bem durante um tempo, até que são descobertos e pela obra do destino, e da Sombra, pais e filhas acabam por se separar. O pai cai num rio com uma das filhas, Narhen. Enquanto a mãe é presa e levada com a outra, Ishiá.

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A história se desenrola sempre no mesmo compasso, às vezes demasiado lento para meu gosto, com longos parágrafos e, vez ou outra, explicações redundantes. Acredito que isso foi feito para poder imprimir ao leitor as informações requeridas para os próximos volumes já que é uma coleção de 6 livros. Li apenas o primeiro, mas assim que a agenda permitir apresentarei os próximos a vocês.

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O livro vai seguindo o caminho feito por Narhen até Ishiá, pois segundo os desígnios do destino, Narhen se torna uma bela e exímia guerreira, enquanto Ishiá se dedica a aprimorar seus dons premonitórios como sacerdotisa. Um ponto de congruência entre elas é que apesar da distância, as duas são criadas em meio a cidades élficas. Narhen foi treinada e orientada por elfos de cabelos negros, enquanto Ishiá conta com uma guia élfica loira.

Muitos amigos são encontrados pelo caminho. Como o cavalo Zhorf, o gnomo Zarthrus, alguns anões, entre eles o líder, e a líder das ninfas. Neste reino vivem 5 povos: elfos, anões, gnomos, ninfas e os homens. É fácil fazer associação aos 4 elementos da natureza quando se exclui os homens.

Na mitologia do livro, pessoas que nascem com um olho azul e outro verde são destinadas a vidência por isso as gêmeas conseguem conversar entre si através de sonhos. Também conseguem ver o futuro, porém em Narhen é uma coisa mais instintiva, enquanto Ishiá estuda para aprimorar o dom. Numa determinada passagem, a comitiva de Narhen é guiada até uma vila de artesãos. Há muitos anos, um artesão em especial recebeu em sonhos a missão de confeccionar 2 braceletes e só deveria entrega los a uma moça de olhos verdes e azuis. Mais uma vez a diferença entre os olhos das gêmeas é usado como marca de reconhecimento e assim, Narhen ganha para si um bracelete que fortalece sua capacidade de lutas, enquanto guarda para sua irmã outro bracelete que seguindo a lógica do livro, deve ajudar com as premonições. Narhen também ganha um outro bracelete enviado por seu amigo elfo. Este bracelete a previne de mal agouros e também ajuda na sua capacidade de cura. Isso me saltou aos olhos, pois me pareceu um recurso bem RPGístico por assim dizer, sem contar que as peças são lindíssimas.

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Não sei dizer qual parte gostei mais. Se das aventuras de Narhen ou da perspectiva mais calma e rotineira de Ishiá. Durante toda a narração as diferenças básicas entre as gêmeas são ressaltadas pelo ritmo da narrativa, pela energia e pela forma como a própria personagem se porta. Narhen é mais bravia, enérgica, altiva. Enquanto Ishiá é calma, constante e compassiva.

De certa forma elas são dois lados na mesma moeda. Uma é a espada que precisa ser gingada para que o inimigo seja abatido, enquanto a outra a marola tranquila que guia e acalma os sentidos. Até agora só persiste em uma dúvida: o que houve com o templo da adivinhação do início do livro? Quando os pais de Narhen e Ishiá chegam a cidade é como se ele nunca tivesse existido ali. Enquanto ficou a dúvida: teria a cena passada no interior do templo, sido antes ou depois? Enfim, foi algo que me deixou curiosa. Vou ter que ler os outros pra ver se descubro.

Como é uma coleção com 6 livros, imagino que as gêmeas ainda vão enfrentar muitas subidas e descidas em suas aventuras até que elas consigam expurgar a sombra que ameaça as raças antigas e novas. Apenas 4 livros estão publicados, ou seja, temos mais 2 que estão no papel, e não publicados, ou ainda dentro da cabeça de Zeca Machado. Tomara que já estejam no papel.

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