Elizabeth Tabarotti – A filha da tormenta

Este é o backgound de uma das minhas personagens de RPG, criado para jogar em uma mesa de Dungeons and Dragons 3.5

Espero que gostem e sirva de inspiração para seus futuros personagens.


Nascida nas Ilhas dos Piratas do Mar Interno, Elizabeth cresceu a bordo do Black Hunter, navio que pertencia ao seu pai. Temido pelos templários e considerado um herói pelo povo, Sir Francis Drake enfrentava o alto mar e suas terríveis ameaças para aventurar-se em busca de tesouros perdidos. Rumores na época apontavam que o mesmo buscava reunir forças para atacar os portos de Sembia, muitos especulavam que o motivo fosse as riquezas do grande comercio do lugar, mas Drake tinha outras ambições.
Beth, como era carinhosamente chamada por seus próximos, passou sua infância na cidade das velas, mais conhecida como Luskan onde seu pai a visitava quase toda a semana. Nestes dias, quando Sir Francis Drake aportava na cidade, Beth sabia que à noite ouviria as fantásticas histórias que seu pai sempre trazia de suas aventuras, e passava o dia todo ansiosa por esse momento, pois adorava a forma como seu pai contava os seus feitos, sempre criando divertidas sombras na luz das velas.

As histórias de Sir Drake eram sempre novas aventuras e lendas que ele ouvia nas cidades e vilarejos que passava, mas tinha uma história em especial que Beth sempre pedia para contar e por mais que já tivesse ouvido milhares de vezes, nunca cansava de ouvir, era a lenda da “fonte da juventude” que possuía águas mágicas capazes de tornar o homem mais velho em uma inocente criança, a lenda ainda dizia que aqueles que a encontrassem, encontrariam também o enorme tesouro de Edward Teach, famoso pirata que, segundo a lenda, foi amaldiçoado por Umberlee e condenado a viver eternamente no fundo do mar, seu tesouro agora descansa no fundo da fonte e ninguém jamais descobriu sua localização. Beth sempre terminava adormecendo ao final dessa história, mas não antes de seu pai reafirmar a promessa de leva-la consigo quando completasse 17 anos, e assim, Beth sonhava que os dois viviam grandes aventuras em busca da “fonte da juventude”.

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Dez anos depois, no dia de seu aniversário de 17 anos, Beth esperava ansiosa a chegada de seu pai, mas o sol se pôs e tudo o que ela ganhou foi mais uma noite fria e solitária na casa de sua tia. Os meses se passaram lentamente enquanto Beth ajudava sua tia Celina a tocar a pequena taberna “Escamas de dragão” que servia como refúgio, diversão e descanso para os marujos que aportavam na cidade, além de servir secretamente como sede de uma das maiores guildas de ladinos de Luskan, em troca aprendera a ouvir, negociar e pilhar, aprendera também a esgrima e arquearia, lições que sua tia lhe ensinava para momentos oportunos, em pouco tempo Beth aprendera a lidar com situações de risco e se tornara uma grande ladina. Até que um dia, ao servir uma mesa repleta de marujos novatos, Beth ouviu um deles comentar sobre um tal Capitão Drake e de como ele fora atacado por outro navio, os marujos falavam com exaltação em como o tal capitão era habilidoso e corajoso e em como lutara bravamente até o fim. Ao ouvir isso, Beth não conseguiu se controlar e buscou mais informações sobre esse corajoso capitão e sobre onde e como encontra-lo.
Descobriu que o mesmo tinha se dado mal nessa batalha e que seu algoz foi um pirata conhecido apenas como “Barba Longa”, as notícias ainda indicavam o que Drake e o Black Hunter tinham sido vistos pela ultima vez em uma ilha, próximo a Sembia. Beth não pensou duas vezes e naquela mesma noite, roubou um barco e rumou para a tal ilha. Enfrentou tempestades e enormes ondas, mas finalmente conseguiu chegar à salva na ilha, porém a mesma era minúscula e deserta e não havia rastros ou indícios de que qualquer embarcação houvesse aportado por lá nos últimos dias. Decepcionada mas decidida a resolver o mistério, Beth decide ir até Sembia para buscar mais informações.
Em apenas algumas horas ela chega à cidade portuária e tentando não chamar a atenção da população, Beth procura informações sobre o ocorrido indo de taberna em taberna, mas parece que ninguém naquela cidade sabia sobre a batalha. Já se passara quase três meses e até então tudo o que ela conseguiu foi alguns rumores sobre o tal Barba Longa, parece que o sujeito é um grande capitão, conhecido principalmente pelas atrocidades que faz com seus inimigos. Beth já estava desistindo, quando no dia em que se preparava para retornar a Luskan, inconformada com a perda do pai, foi informada por um garoto que alguém a procurava na taberna mais próxima, ao chegar, um homem alto de porte robusto perguntou se era ela que tanto procurava por Sir Francis Drake.

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– Sim, sou eu mesma – Respondeu Beth com uma fagulha de esperança a lhe aquecer o coração.
– Sente-se, lhe pagarei uma bebida pois trago notícias de seu pai.
O homem lhe contou que era um marujo do seu pai e que o tal “Barba longa” havia descoberto que Drake tinha conseguido o mapa para a fonte da juventude, porém, quando rumava para Luskan seu navio foi atacado, travou-se então uma longa batalha contra as forças de Barba Longa, mas o pirata ganhava em numero e por mais habilidoso que Cap. Drake fosse, Barba Longa obteve êxito e finalmente invadiu o Black Hunter matando quase toda a tripulação onde poucos conseguiram, como ele, fugir. O homem ainda falou que quando o Cap. Drake estava prestes a sucumbir, o entregou uma pequena caixa e o fez prometer que não abriria e entregaria nas mãos de sua filha.
– Ele queria ter chegado a Luskan, ele só falava em te encontrar mas infelizmente não conseguiu – E com lagrimas nos olhos o homem continuou – Eu era seu melhor amigo, prometi que estaria sempre ao seu lado, mas quando ele foi levado pelo Barba Longa, tudo o que eu pude fazer foi me esconder para que pudesse cumprir a promessa.

Fugi em um dos poucos botes que ainda restavam e observei de longe o Black Hunter naufragar levando consigo tudo o que tínhamos.
O homem falou que Drake tinha memorizado todo o mapa e que depois havia queimado e só por isso ainda era mantido vivo a bordo do navio de Barba Longa, porém não fazia ideia de onde e como encontra-lo.
– Por favor, quando souber alguma notícia sobre o Cap. Drake, me procure, não pretendo sair de Sembia, pois encontrei um lar aqui – Disse o homem ao se despedir.
Beth não sabia por onde começar e ao abrir a caixa, encontrou uma bussola com a frase: “me procure e me achará” gravada em sua na parte de baixo da tampa. A bussola, estranhamente não apontava para o norte o que a fez pensar que estava quebrada. Beth guarda esse objeto consigo e nunca revela para ninguém que o tem, pois considera o mesmo uma relíquia de família, por mais que esteja quebrado.
Desde então, Elisabeth vem buscando encontrar o pai pelos sete mares e cidades portuárias, até o dia em que foi visitada por uma divindade que lhe fez a proposta de ajuda-la em troca de concluir uma importante missão.

Assinatura_Crônicas - Manu-06

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